sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Deixa Que Eu Te Mostre
Deixa que eu te mostre
Todos os meus caminhos
O mapa dos meus sonhos
Meus desejos mais secretos
Deixa que eu te mostre
Meu ninho de amor
O que me provoca dor
Do meu jardim a mais bela flor
Deixa que eu te mostre
O meu corpo pedindo arrepios
Minhas noites e calafrios
Os meus mundos mais sombrios
Deixa que eu te mostre
A minha louca poesia
O porquê da minha chuva fria
O meu sorriso sem alegria
Deixa que eu te mostre
A ansiedade dos meus desejos
Meus apelos pelos seus beijos
O paraíso que existe em mim
Deixe que eu te mostre
Nas cordas do meu violão
O poder da minha canção
Que em alguma galáxia distante
Ganhará seu coração
Deixa que eu te mostre
A cama que vamos delirar
Todos os impossíveis que vamos sonhar
Alem do meu céu
E muito alem do seu mar
Deixa que eu te mostre tudo.

By Everson Russo
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu Me Alimento do Inesperado
Vou correndo pela chuva
Esperando o caos em cada esquina
Desejando seu corpo moreno
Sua paz de poesia menina
Vou de encontro ao que não sei
Deixo a onda me acertar
Meu amor é todo ouro e riqueza
Quero você pra no colo poder pegar
Eu ganho um sol a cada manhã
E uma lua ao anoitecer
Seu beijo tem gosto de hortelã
Seus sonhos minha alegria de viver
Não sei do meu próximo segundo
Vou atrás do vento pelo azul
Não tenho medo de errar por esse mundo
Talvez o meu amor esteja lá no sul
A cada abraço que meu corpo leva
Sinto a sensação de estar de novo em paz
Na imensidão desta minha loucura
Não sei mais onde o sonho de desfaz
Eu me alimento do inesperado
Dessa guerra sou apenas mais um soldado
Não tenho medo de perder
Mas vou atrás da minha vitoria
Eu quero muito o seu querer
Não quero ser apenas mais um na historia
Não sei de onde vem o amor
Nem sei se ele me quer bem
Do arco-íris quero a mais pura cor
Pra me deitar no horizonte de alguém
E se o inesperado outra vez me pegar
Que ele me leve pra bem longe
Outra galáxia bem distante
Ou quem sabe no mais profundo mistério do mar
Mas pode também ser na lua
Onde eu perca meus sentidos
E sem oxigênio eu veja você nua
E o inesperado mais uma vez tome conta de mim
Para que no deserto árido de sonhos
Tenhamos o mesmo caminho enfim.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tentação
Tentação é
A madrugada fria
A lua fazendo amor
O céu pedindo nuvens
Que desenhem sua cor
Uma janela aberta
Com o olhar no infinito
Uma estrela encoberta
Por um olhar aflito
Tentação é
Seu corpo deitado na cama
A delícia de quem ama
O desejo pelo beijo
O verde mel do seu olhar
Sua pele me pedindo toque
E eu querendo ficar
Pela noite adentro
Só pra te devorar
Tentação é
Uma maçã mordida
Encurralada e sem saída
Você me pede abrigo
Nesse caminho sem direção
Seu corpo inteiro fogo e paixão
O alivio que provoca
O arrepio do seu toque
Enquanto você desloca
O meu corpo sente o choque
Tentação são seus lábios
Vermelhos do pecado
Na ânsia do prazer
Alimento inesperado
A loucura dos minutos
Que navegam lentamente
Não correria dessas horas
Passado futuro e presente
Tentação a lentidão
Dos seus passos ao meu encontro
E na lua desse verão
Pro amor quero estar pronto
Pra reviver toda a calma
Que um dia me fez poesia
Deitando ao meu lado calma
Tentação é a chuva fria
Do amor só alegria
Displicente ver você dormir
Em um milhão de sonhos poder sorrir.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eu Te Peço Silêncio Meu Amor
Eu te peço silêncio meu amor
Pra escutar o som das estrelas
Pra entender o dialeto da lua
Pra ouvir a quietude da noite
Que invade a solidão da rua
Eu te peço silêncio meu amor
Pra ouvir meu coração
Batendo por você
E na sua direção
Sei que ele vai correr
Eu te peço silêncio meu amor
Pra pintar a tela outra vez
Pra escutar os passos da dor
Indo embora com a insensatez
Eu te peço silêncio meu amor
Pra ouvir seus lábios
Colando eternamente nos meus
E dos caminhos olhares sábios
Em horizontes que são os seus
Eu te peço silêncio meu amor
Pra que você ouça o meu eu te amo
Pra você me dizer eu te amo também
Pra ouvirmos as ondas desse mar
Que nos fazem tanto bem
Eu te peço silêncio meu amor
Pra mudar esse mundo de cor
E na tristeza de um momento
Rasgar o peito com espinho de flor
E jogar num precipício toda dor
Eu te peço silêncio meu amor
Para que possamos dormir juntinhos
Rostos colados em carinhos
Sabendo que jamais
Estaremos por aqui sozinhos
Eu te peço silêncio meu amor.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu Faço da Minha Dor Um Poema
A noite é lua
A madrugada é longa
A solidão é fera
A janela é fria
O papel é branco
O peito é forte
O corpo desejo
O amor é sorte
As estrelas intensas
O jardim melancólico
O mundo é louco
O sorriso bucólico
O interior tem historias
O exterior tem cicatrizes
Eu só não entendo
Porque não somos felizes
O seu corpo é meu corpo
O meu corpo é o seu
To cansado quase morto
E o olhar se perdeu
Eu faço dos dias noites
E das noites tenho medo
Elas me conduzem ao nada
Desvendando segredos
Eu fico calado
Pra não me maltratar
Só queria você ao meu lado
Mas não me interessa só sonhar
Os poros transpiram
Desejos e dor
Os corações se feriram
Em busca do amor
Mórbido suspiro
Estratosfera de amar
Já não tenho esperança
De um dia isso tudo acabar
E no meio de tudo
No incêndio de um dilema
Eu perco horas a fio sem sono
Eu faço da minha dor um poema
Peço perdão pelo que choro
Digo adeus ao momento
Nas rimas que faço eu devoro
Com exatidão meu firmamento.

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domingo, 1 de agosto de 2010

Flocos de Neve
Frios insensíveis
Duram tão pouco
Quanto o que se diz amor
Passa pela vida da gente
Congelando tudo que é bom
Deixando marcas de dor
Flocos de neve
Bonitos aos olhos
Frios ao coração
Em pouco tempo derretem
E escorrem pela mão
No frio da alma
No medo do coração
Que não tenhamos frios flocos de neve
E sim muito calor e emoção.

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sábado, 31 de julho de 2010

Lilás
Quando o amor chegou
Entre montanhas e nuvens
Trazendo o cansaço na bagagem
Flores colhidas no mar
Estrelas caídas no chão
Jardins suspensos no céu
Almas que acalentam um coração
Quando o amor chegou
Morava numa ilha deserta
Poema e alegria despertos
Olhos fechados pro mundo
E um suspiro profundo
Quando o amor chegou
Com um a aquarela de cores
Beijos de vários sabores
Refletindo no sol e luar
Não saberia mais te encontrar
Quando o amor chegou
Trazendo no colo um anjo
De rosto puro em paz
Que nos cabelos tinha
Uma linda e inexplicável flor lilás.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Última Página do Livro
Acordei e ainda era madrugada
Na verdade eu não dormi
Apenas desliguei da estrada
Olhava a lua da janela
Encoberta por nuvens
E o quanto era bela e sedutora
Aquela visão sem fim
Meio sonolento peguei uma cadeira
Sentei-me bem perto da janela
E prometi a mim mesmo
Hoje escrevo a última pagina
Somente para ela
Dediquei versos e sonhos
De um planeta chamado amor
Falei de todas as cores
E da intensidade da minha dor
Falei de solidão
Das notas perdidas da minha canção
Olhei uma rosa sobre a cama
Parecia a menina que ali morou
Que por muito tempo disse que me ama
Mas por algum motivo me deixou
Se as paredes tem ouvidos eu não sei
Eu só sei que sonhei
E nesse sonho sem fim eu chorei
Lágrimas caíram naquela poesia do fim
Como se fossem chuvas
Que transpusessem a vidraça
E molhassem tudo dentro de mim
Eu falei do sol da madrugada
E da lua do meio-dia
Dos seios da minha amada
E de como seu corpo se arrepia
Escrevia tudo como criança
Que encontrava um brinquedo
Com a ansiedade que você
Lesse tudo e entendesse
Todo esse meu segredo
Rabisquei algumas linhas
Que deixei sem sentido
Na poesia do instante
Talvez eu também não quisesse
Ser totalmente entendido
Assinei e por fim parti
Deixando minha ilusão
Despedaçada nessa estrada
Onde morou meu coração
Eu já não me importo
Eu sei que sobrevivo
A ter que escrever a última página do livro.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um Mundo Pintado Numa Tela em Acrílico
Enquanto a menina passeia
Sonhos tristes pelo ar
A mais bela paisagem anseia
Pelo seu mais lindo olhar
Toque de visão em olhos de paz
Onde ao certo mora o amor
Que sabe que a natureza é capaz
De inventar a mais bela cor
Enquanto seu mundo adormece
Em algum lugar numa galáxia distante
Distante geograficamente do peito
Mas jamais distante em sentimentos
Outro mundo acorda por ti
Outras estrelas voltam a brilhar pelo seu carinho
Brisas suaves moldam ilhas em nuvens de algodão
Tempestades de êxtase balançam arvores
E nesse mundo frio e aparentemente opaco que desenhas em acrílico
Uma nova paisagem renascerá
Um novo jardim
Um novo sol
Que aqueça você dentro de mim
Um novo som
Que a sua voz me ensinou
Um novo sonho e porque não
Um novo coração batendo aceleradamente em paz
E que a vida ainda não machucou
Pois quando Deus derramou tinta no mundo
Coloriu sua alma na mais pura certeza do fim
Mas que no período intermediário o amor
Iria morar dentro de você
E também dentro de mim.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Entre Nuvens e Estrelas Bem Perto da Chuva
Eu me deitei num jardim
Olhava intenso o luar
Um vazio dentro de mim
Tão profundo quanto o mar
Ali fiquei por horas
Esperando não sei o que chegar
Então porque demoras
Vem logo me buscar
Eu não penso
Sou intenso
Eu não choro e sim demoro
Satélites e cometas
Presos pelo ar
Neons invadem cidades
E eu não consigo me encontrar
Vi pétalas azuis pairando
Vi anjos lá de cima olhando pra mim
Acho que me procurando
Acenavam com o fim
Hoje eu quero olhar pra lua
Entre nuvens e estrelas
Escrevendo uma poesia no céu
E eu viciado no seu mel
No infinito da exatidão do tempo
Eu queria estar perto da chuva
Pode parecer sem sentido
Mas quero você comigo
Na ansiedade dessa minha loucura
Fina essência sem mistura
Sentimento puro como o vento
Dilacerado amor
Eteno esse momento
Continuei ali deitado
Fechei os olhos pra te encontrar
Enquanto o amor inesperado
Veio do alto pra me buscar
Sereno suave e leve
Vou contigo até o mar
Descobrir mistérios e segredos
Apelos que desvendam medos
Deixei a chuva cair
E molhar meu rosto em lágrimas
Acabei de sair do mundo
Pra morar bem longe com o seu amor
Inevitável sonho que muda de cor.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Flores na Escuridão
Era um quarto vazio
Mais parecia um porão
Poeira por todos os cantos
Louca e insana solidão
A luz não acendia
Não havia motivo de paz
Você ali não mais se despia
Tudo que escrevemos
E sonhamos ficou pra trás
Corri pra abrir a janela
Aproveitar a claridade do luar
Raios de uma lua calada
Que entendia o meu jeito de amar
Quando enfim abri a janela
E do alto da imensidão
No quarto adentrou a claridade
Como um afago ao meu coração
Sobre a mesa um retrato
E uma poesia ainda sem fim
E num jarro flores renasceram
Perfumando o amor dentro de mim
A poeira foi levada pelo vento
O meu peito se encheu de emoção
Deixei pra trás o meu fiel tormento
Olhando aquelas flores na escuridão
Como o amor elas resistiram
De viver não desistiram jamais
O amor vem aos corações que permitiram
E na imensidão da solidão da lua
O meu sonho nunca se desfaz
Entre a lua e via pontos brilhantes
Cintilantes como o seu olhar
Eram raros e perfeitos diamantes
Que lapidavam um coração a amar
E do sonho sereno eu acordei
Revivi seus beijos nas rimas que busquei
Já era sol e não havia mais a lua
Mas a esperança já morava em algum lugar
Seja ele distante ou na minha rua.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

No Teto da Minha Rua
O amor não tem limites
O amor não tem tamanho
O amor é a poesia
Que voa pelo ar
O amor é a alegria
Que paira sobre o mar
O amor é toda ilha
Que baila sozinha sem parar
O amor é profundidade
E mistérios a se desvendar
O amor é a contagem
De todas as estrelas
O amor é modelar
Nuvens de algodão
E desenhos encontrar
O amor é o vento que toca
Suavemente seus cabelos
É rio de desemboca
É arrepio que atende aos seus apelos
O amor é a caneta
Que acaba a tinta na rima da canção
Se eu não consigo terminar de escrever
Então dou um beijo em seu coração
O amor é meu violão
Que tem a forma do seu corpo perfeito
O amor é a emoção
Fugir dele não tem jeito
O amor é aquela esquina
Aonde eu vou te encontrar
O amor é a menina
Que vem nua me amar
O amor pra mim é você
Visão de paz no infinito
O amor é o desejo que deixa o corpo solto
E o sorriso mais bonito
O amor não tem dimensão
Como o teto da minha rua
Que mesmo na escuridão
Pega de macio a sua mão
E conduz você pra dentro da minha casa
Que é onde eu te acolho
Ofereço todo o meu carinho
E numa noite fria no aconchego de um banho quente
Eu coloco em seus desejos e sonho
Tudo que puder vir a sua mente
O amor é a janela e a porta fechadas
Pois aqui dentro estamos eu e você
O amor não precisa de mais nada
Apenas do seu e do meu querer
O amor é o fim que inicia tudo
É meu beijo em sua alma
É tudo que transcende o inexplicável
O amor é a pureza da união de nossas almas.

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domingo, 25 de julho de 2010

Número Infinito
Sigo cego um longo caminho,
Na esperança de te reencontrar,
Estou perdido andando sozinho,
Procurando um novo lugar,
Que eu tenha paz, vida e luz,
Um céu cheio de estrelas,
Uma a uma poder contar,
Multiplicar a um número infinito,
Que é o total do amor,
Que eu quero te dar.

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sábado, 24 de julho de 2010

Jeans
Leve e surrado
Do amor resistente
Desbotado e rasgado
Na alma da gente
Azul cor de céu
Dos seus olhos ou mel
É forte insistente
Moldando seu corpo
Sentimento presente
Cansado e morto
Sentado no chão
Acumula poeira
Cicatrizes e coração
Pra vida inteira
Costurado num corte
Marcas da paixão
É pura invenção da sorte
Inverno e verão
Leve como pluma
Na maciez da pele
Arrepia do desejo
Aguça o prazer
É pesado na chuva
Encharcado de sonhos
Quando perde o sentido
O caminho e o carinho
Perdido num vendaval
Pendurado num varal
Sem sentido é o gosto
Do seu beijo e a cor
Do azul infinito
Cercado de amor
Vem logo poesia
Acalma-me a manhã
Seus loucos arrepios
Beijos e hortelã.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Enquanto Você Dormia
Enquanto você dormia
Eu contava estrelas
Eu rompia madrugada
Querendo seu amor
Eu velava o seu sono
Ajeitava seu cobertor
Afagava seus cabelos
Acariciava seu corpo
Vigiava o seu sono
Pra que não fugisse
Nenhum sonho
Eu contava seus suspiros
Beijava os seus lábios
Enquanto você dormia
Eu só queria te amar
Eu te escrevia um poema
E uma canção sob o luar
Eu abria a janela
Pra deixar o vento entrar
E acariciar os seus desejos
E quem sabe esse mesmo vento
Iria te fazer sentir frio
Só pra eu poder te aquecer
Eu dominava todas as horas
Só pra nunca te perder
Enquanto você dormia
Eu não dormia por você.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Se Me Pedes
Se me pedes um carinho,
Dou-te dois,
Se me pedes um sorriso,
Dou-te uma gargalhada,
Se me pedes um caminho,
Dou-te o meu,
Se me pedes o silencio,
Dou-te meu coração,
Ele bate em silencio pra invadir o seu silencio,
Se me pedes pra olhar pra ti,
Eu ficaria mais de mil horas,
Se me pedes pra ir embora,
Eu vou pra poder voltar,
Se me pedes um beijo eu dou uma flor,
Se me pedes uma flor eu dou um beijo,
Se me pedes a vida
Dou-te o luar
Se me pedes o amor
Dou-te o mar
Pois em ondas eternas de paz
Eu tenho mistérios
Mas não tenho ainda amor pra te dar
Se me pedes a paz
Dou-te conflitos
Se me pedes conflitos
Dou-te meus músculos
Predador em fúria
Gladiador em batalhas
Guerreiro sedento de sangue
Dinamites demolindo muralhas
Sou tão sensível como flor
Sou tão imbatível como o amor
Eu me acostumo com a solidão
Faço prazer da minha dor
Corte profundo no peito
Cicatriz no coração
Contra guerra da alma não tem jeito
Sou metal raio relâmpago e trovão
Posso ser o beijo sereno da paz
Ou o sopro cruel do dragão
Devastando a paisagem
Numa insana imensidão.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Fazer Amor
Fazer amor contigo
Pintar a mais bela tela
Compor a mais linda canção
Misturar todas as cores
E descobrir o seu verão
Fazer amor contigo
Descobrir um novo mundo
Suspirar em loucuras
Andar na chuva intensa
Olhar no mais profundo
Fazer amor contigo
É contar estrelas no céu
Arrepiar todo o seu corpo
E roubar dele todo o mel
Fazer amor contigo
É encontrar o endereço certo
É descobrir o que não foi ainda descoberto
É navegar no ar
Transformar o mar no mais belo deserto
Fazer amor contigo
É abraçar e beijar a lua
É andar sem direção
É caminhar sorrindo pela rua
Fazer amor contigo
É entender todos os mistérios
Decifrar todos os seus segredos
E acariciar a paz de todos os seus medos
Fazer amor contigo é
Tentar buscar todas as palavras pra expressar
E não encontrar jamais a perfeita
Pra decifrar esse momento
Fazer amor contigo
É ir de encontro ao vento
Encontrar contentamento
Deixar que o infinito me tocasse a alma
Que o horizonte em uma linha tênue
Traga pra mim toda a calma
Fazer amor contigo
É ter você eternamente no meu peito
É descobrir que pelo mundo
Ninguém jamais me deixará satisfeito
Fazer amor contigo
É plantar nosso jardim
Eu em você
E você em mim.

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Convido aos amigos a darem uma passadinha no link www.meusamigosseusmimosmeusencantos.blogspot.com pra conhecer o espaço e me ajudar a agradecer mais um carinho de uma querida amiga em divulgar meu trabalho, uma otima quarta feira a todos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Poema Que Eu Escrevi e Você Sentiu
Uma luz fraca na madrugada
Uma lua meio triste
Faltando um pedaço
Talvez do amor
Que a gente nem sabe se existe
Um teclado surrado pelo tempo
Uma solidão imensa no quarto
Um vazio estranho
E um eterno momento
De repente eu olho a janela
Não tem mais lua
Foram-se todas as estrelas
A paisagem ainda é bela
Mas a cortina desaba em lágrimas
O céu chora do seu profundo infinito
Eu ali parado sentado
Escrevendo para o amor
E sufocando o que seria o meu grito
Não fecho a janela
Deixo o vento entrar
E com ele entra também a chuva
Ela vem pra me amar
Arrasto minha cadeira
Fico perto da janela
Pra poder olhar o céu
Quero pra mim a ira dos raios
A insanidade dos trovões
Luzes e sons
Sons e luzes
A natureza até na intensa madrugada escura
Pinta seus mais puros tons
É uma mistura de frio e calor
Desejos em aberto de um delírio
Que procura o amor
Eu continuo ali
Parado e cercado pelas paredes
Olhando a vidraça escorrendo em amor
O aroma de arvores balançando
Acalentando a minha dor
Até que no meio daquela tempestade
Uma nuvem se abriu
E do alto dos meus insanos mundos
Uma estrela me sorriu
Pra avisar ao mais profundo do coração
Que essa seria a conexão
Pois o poema que eu escrevi foi você quem sentiu.

By Everson Russo
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UM FELIZ E ABENÇOADO DIA DO AMIGO A TODOS OS MEUS AMIGOS QUERIDOS, QUE DEUS ESTEJA SEMPRE COM VOCÊS!!!
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Leve
Leve onda
Luar
Leve amor
Amar
Leve sol
Solar
Leve chuva
Molhar
Leve olhar
Encontrar
Leve desejo
Enfeitiçar
Leve coração
Pulsar
Leve beijo
Paladar
Leve arrepio
Delirar
Leve abraço
Travesseiro
Leve sopro
Levantar
Leve seu corpo
Cama
Leve a vontade
Você
Leve tudo
Não deixe nada
Não deixe pistas
Leve de leveza
Leve de levar
Leveza de ter certeza
Levar pra amar
Distante dos sonhos
Real e realizar
Eu quero você leve
No meu colo
Pra bem longe
Eu te levar
Onde o mar termina
O vento sopra
E a lua sai
Só pra te beijar
Assim menina
Leve.

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domingo, 18 de julho de 2010

Daqui do Espaço
Daqui do espaço
Eu sigo todos os seus passos
Velo seu sono
E sonho com seus abraços
Daqui do espaço
Eu toco no infinito
Vejo a nudez do seu corpo
Retrato de amor mais bonito
Daqui do espaço
Eu faço minha poesia
Mando-te uma chuva fria
Pra te aliviar e te trazer alegria
Daqui do espaço
Eu vejo seus olhos que brilham pela rua
E neles eu inspiro o reflexo da lua
Que vai clara num caminho que só você continua
Daqui do espaço
Eu te pego no colo
Te beijo inteira
Razão da minha existência e minha paixão verdadeira
Daqui do espaço eu me perco e me encontro
Crio um mundo novo e desmonto
Todos os sonhos que um dia tiveram fim
E trago você pra bem perto de mim
Daqui do espaço
Eu te laço
E amor eu te faço
Conquisto-te num cometa
E te faço um planeta.

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